I would like to know the way your hair curls behind your ears in the cold early mornings
your ankles bony pale delicate beneath warm flannel in the hushed winter light
I would like to know how your lips taste when you’ve been speaking in rhymes
I would like to know what your voice sounds like in the dark
thrumming whispers reaching fingers touching across cool cotton sheets
I would like to know the angles your restless limbs create in stillness
I would like to know the color of your eyes in your favourite button down
and in your favourite sweater
and in nothing at all “I would like to know you”, pages from the doom journal (via wisdom-justiceandlove)
(Source: heathenchemistry)
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Eu me escondi embaixo da cama, mãe, igualzinho ao meu tempo de criança. Peguei o cobertor mais grosso e me fui, no escuro e sob medo, encarar os monstros que me aguardavam. Era de se esperar que eu nunca mais fosse sair dali e acabasse engolida por todos eles, os meus olhos não denotavam muita força. Depois de muito tempo, voltei.
Mãe, você lembra quando eu me sentava no canto do quarto até alguém me pegar no colo e não me deixar dormir a sós? Os monstros me lembraram disso, da minha fragilidade desde o nascimento, das cicatrizes físicas e emocionais que estou despejando no mundo. Eu sou cicatrizes, mãe, e saí da minha guerra com muitas outras. Orgulhe-se: eu sobrevivi. Encarar é muito mais mito do que realidade. Saio com muitos traumas para serem tratados naquela salinha pequena onde me medicam coisas para dormir e dizem que preciso falar e escrever mais, porém, saio ciente de mim, da minha força. Saio com a certeza de que os monstros nunca são maiores do que eu.
Estou metade viva agora, mãe. Não chore, por favor, nem tudo está perdido. Estou metade viva justamente para me poupar e retornar a ser inteira como antes, a sua menina calada e de olhos escuros e sempre dispersos. Estou viva, mãe, estou chorando por ter sobrevivido aos monstros que me conheciam tão bem. Como a desgraça nos conhece, não é?
Enquanto você prepara a sobremesa para a janta, eu estou trocando minhas roupas rasgadas e ajeitando meus curativos. Tudo para você ver que cresci, sobrevivi. Não chore, mãe, eu sempre vou sumir e voltar mais forte. Eu sempre vou voltar precisando da sua cama para aliviar os meus pesadelos. Olhe bem para mim: eu estou me conhecendo, e talvez você não vá gostar tanto assim de mim.
Acalme-se, mãe… Eu ainda atenderei os seus telefonemas tristes. Eu ainda serei a sua cria insensata.
Camila Costa. (via camilacosta)68 reblog
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade…
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois…
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora…
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
(Source: outubros)
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